Presidente da Aimi depõe na CPI da CPFL

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Depoente falou de queda e oscilação de energia, atendimento no posto local e cortes sem avisos prévios

DSC_2820O presidente da Associação das Indústrias do Município de Indaiatuba (Aimi), Péricles Claudemir Nunes, falou hoje (9) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada para apurar a qualidade dos serviços prestados pela CPFL Piratininga no Município.

Durante seu depoimento, que teve início às 12h20, na sala de reuniões da Câmara, Nunes afirmou que tem recebido queixas por parte de industriários do Município relacionados à queda de energia elétrica e oscilação da rede.

Ainda segundo o presidente da Associação, as reclamações são ‘acanhadas’ uma vez que o alto nível de relacionamento da Aimi com o Ciesp-Fiesp, deixou com o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, instalada em Indaiatuba, a ação de receber as reclamações por parte dos industriários. “A demanda deve ser ainda maior se imaginarmos que as reclamações existem em muitas outras empresas não associadas à Aimi”, disse.

Nunes confirmou à comissão — formada pelos vereadores Luiz Alberto Pereira (Cebolinha), Carlos Alberto Rezende Lopes (Linho), Maurício Baroni, Massao Kanesaki, Antônio Spósito Junior (Toco) e Bruno Ganem— que os empresários relatam danos em máquinas e perda de matéria-prima.

Perguntado se tem conhecimento de empresas que necessitam pedir ressarcimento por conta desses prejuízos, Nunes reconheceu que algumas apresentam protocolo solicitando a reposição de danos materiais. “Mas isso é tão moroso que acabam desistindo”, disse.

Falta de Comunicação

O presidente da Aimi relatou ainda outros problemas enfrentados pelos dirigentes das indústrias de Indaiatuba, referentes aos serviços prestados pela CPFL. Segundo Nunes, o principal relato dos empresários é referente à oscilação de energia.

“E o principal meio de identificar isso tem sido os computadores e nisso, até pessoalmente, posso dizer que os prejuízos são grandes; em muitos casos, oscilou, perdemos tudo”.

Outro problema levantado por Nunes é a interrupção de energia sem prévia comunicação. “Há 15 dias, por exemplo, houve uma interrupção de energia que durou cerca de 2h, sem qualquer comunicado a nós, usuários”, relata.

Nunes também reclama do posto de atendimento local. “Levei 2h para ser atendido para, no final, informarem que todo o processo só poderia ser feito pela Internet, sendo que não há no site da empresa um canal voltado para a indústria, apenas para pessoa física”.

O depoimento de Nunes foi encerrado às 12h40. A próxima reunião da CPI acontece na próxima segunda-feira, dia 16, às 12h, na sala de reuniões da Câmara.

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