Apaixonado por leitura, presidente da Câmara Municipal fala sobre sua relação com livros

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O vereador Luiz Alberto Pereira, conhecido como Cebolinha, tem 54 anos e exerce atualmente, pela terceira vez, o cargo público de vereador presidente da Câmara Municipal.  Nascido em Salto (SP), Cebolinha mudou-se para Indaiatuba aos nove meses de idade para morar com seus tios Arcílio e Lourdes.

Com uma infância comum e bem aproveitada, Cebolinha sempre manteve o perfil de um bom aluno. Estudou na Escola Estadual Randolfo Moreira Fernandes e posteriormente na Escola Estadual Dom José de Camargo Barros, na qual iniciou seus interesses políticos e sua paixão por leitura. Candidatou-se a presidente do Grêmio Estudantil e venceu por três vezes e a vice-presidente por uma, todas pelo voto direto. “Foi um dos tempos mais bonitos de toda minha vida, pois além do aprendizado em sala de aula, a escola me apresentou uma de minhas maiores paixões – que é a leitura” diz o vereador.

Sua primeira experiência profissional foi na empresa Comercial Refinadora de Óleo Vegetal Ltda (Crovel), onde trabalhou por oito anos. Em 1979 ingressou na Faculdade de Direito na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (Pucamp) e no início dos anos 1980 começou a trabalhar na área, em um escritório de advocacia.

Cebolinha recebeu o convite para ingressar na vida política nos anos de 1980, do então candidato Paulo Camargo. “Aos 22 anos de idade apareceu a oportunidade de iniciar a carreira política, eu ainda era muito novo e, naquelas eleições, não deu certo de acontecer” conta.

Quatro anos mais tarde, Cebolinha conseguiu seu primeiro mandato. “Foi muito bom quando aconteceu, porque eu realmente estava preparado para ocupar aquele cargo. Entrei sabendo um pouco de tudo, pois mantive desde muito novo o hábito da leitura, então lia muito sobre Constituição, Legislação e assuntos políticos no geral” relembra.

Cebolinha foi eleito vereador por cinco mandatos, sendo que nos anos de 1993 e 1994 ocupou a presidência da Câmara de Indaiatuba pela primeira vez; o que se repetiu em 2013 e 2015. “Sinto-me muito feliz com o papel profissional que desempenho hoje. Busco tratar todas as pessoas com igualdade e respeito” diz, “Mesmo não sendo minha função, gosto de ajudar as no que eu posso. No último fim de semana, por exemplo, visitei algumas famílias que realmente precisavam de ajuda. Em minha opinião isso é um papel mais social e consciente do que político” completa.

Dentre histórias engraçadas e curiosidades, ele conta: “Certa vez, recebemos uma grande orquestra na Câmara Municipal de Indaiatuba e, me recordo que estava em minha sala quando um dos músicos solicitou realizar uma ligação. Permiti com cortesia e disse que o deixaria fazer a ligação à vontade e sozinho. Como resposta ele disse; ‘Pode ficar, vou falar em inglês’, no momento achei normal, mas quando percebi que um amigo que havia presenciado aquilo não parava de rir, que notei que o músico tinha automaticamente nos menosprezando, sem ao menos saber se possuíamos, ou não, o idioma. Achei engraçado” conta com bom humor.

O vereador é apaixonado por leitura e considera um dos seus hobbies. ”Tenho uma biblioteca com cerca de 500 títulos em casa, sempre gostei de ler e, principalmente, história. Tenho uma conexão muito forte com o segmento, li muito a do Brasil e leio sempre de países distintos”. Além de ler, Cebolinha gosta de momentos de descontração com amigos e os têm sempre que pode.

Sem algo padronizado, o vereador revela suas inspirações. ”Das coisas que eu já li, a pessoa mais lúcida, em minha opinião, foi Carlos Drummond de Andrade em suas obras. Porém, se pudesse escolher, ia querer ter a vida de Vinícius de Moraes; acho que ele viveu o equivalente a 50 vidas” salienta. “Uma pessoa da atualidade que admiro muito é o Papa Francisco; penso que ele tem uma sinceridade e humildade para ver e lidar com as situações contemporâneas incríveis. Tive a honra de assistir duas missas dele no Vaticano, a experiência foi ótima” conta.

Cebolinha é avesso a todos os tipos de preconceito e opressão. “Sempre vou me opor a atitudes preconceituosas, pois cada um tem o direito de fazer de sua vida o que achar melhor, contanto que não fira o direito do próximo. Acho também que a força física ou moral para conquistar algo nunca dá certo, infelizmente estamos presenciando isso cada vez mais no mundo todo, grande parte das vezes é uma ‘violência gratuita’, sem motivação ao menos relevante” finaliza Cebolinha.

Falas de destaque na matéria.

“Foi um dos tempos mais bonitos de toda minha vida”

“Eu estava preparado para aquele cargo”

“Sempre vou me opor a atitudes preconceituosas”

 

Fonte: Jornal Semana em Destaque

Editoria: Perfil

Edição: 442 pagina 21 

Data: 13 a 19 de Março de 2015

 

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