Poemas, Sonetos, Poesias…

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Soneto do Tempo

 

Faz tanto que não causo surpresas,

que não mando orquídeas,

que não falo dos seus olhos,

Tanto tempo, que sinto, só estar perdendo tempo

 

Faz tempo, tanto tempo que não brinco,

que não faço algo que encante, me encante,

mudando essas coisas tão iguais,

tanto tempo, que só vejo, que o tempo passou

 

Por assim ser, peço-lhe um pequeno tempo,

Para dizer-lhe, que mesmo perdendo-me,

Sempre tive o tempo, para lembrar-me todo tempo, do amor

 

Embora, saiba que o tempo muito passou,

Já não quero tempo nenhum perder, então escrevo

que amar tenho todo o meu tempo, para muito tempo te amar

 

Luiz Alberto ´Cebolinha´ Pereira

08/01/2014

 

 

 

Soneto de um acaso

 

Roubaria o tempo, acalmaria o vento,

Sairia pelas ruas sem pressa de chegar,

Sem imaginar em voltar,

Abraçaria o vazio do silêncio

 

Correria em meio aos loucos,

Faria de cada segundo uma eterna imagem,

Depois sentaria-me na velha escada,

Simplesmente para olhar o teu olhar.

 

Roubaria o medo dos desafios e,

Por você faria das lutas um festejar,

Dos acasos uma certeza.

 

Mas nada tira-me a certeza,

Que a vida presenteou-me c om seu encantamento,

E o seu sorriso é a minha grande verdade, então, tudo tenho

 

Luiz Alberto ´Cebolinha´ Pereira

O guardador de rebanhos

 

Fernando Pessoa

 

Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.

 

Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.

 

Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.

 

Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.

 

Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.

 

E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo),

 

É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.

 

 Poema às meninas

Fiz esse poema na última sexta-feira. E dedico essas palavras e, principalmente, os sentimentos aqui expressos, a todas as mamães! Em especial, às minhas Cinira, Ema e Lourdes! Sem elas não chegaria ao meu destino! Um dia mágico a todas vocês, mamães! Beijos amorosos!

Poema às meninas

Se fosse lhe escrever algo;
Escreveria sobre o amor, o verdadeiro;
Aquele incondicional, em qual nem o perdão existe,
pois nunca há nada a ser perdoado, só amado

Escreveria da sua inocência disfarçada,
Que só para não me entristecer, faz de conta que aceitou,
Mesmo cheio de dúvidas, incentiva-me a seguir e,
No meio do absolutamente nada, surge como sendo tudo

Falaria do seu cheiro, que vem da essência do carinho
Do seu leve sorriso, que não me deixa chorar, falaria da tua fala,
Sim, pois converso com você em silêncio, converso no olhar!

Se fosse para mudar, começaria pela certeza de nunca lhe mudar,
E entre todos os abraços, te abraçaria, como se o mundo fosse nosso,
Na realidade, desenharia o meu caminho junto ao teu
Assim, a vida seria um lindo passeio, querida mãe!